Acompanhe por aqui relatos e experiências registrados durante a produção da exposição.

Feminismo Ocupa a Sentidos do Nascer

Ontem na Exposição aconteceu o evento “Feminismo Ocupa a Sentidos do Nascer”!

Na roda de conversa, várias mulheres e alguns homens trocaram idéias, opiniões e experiências sobre a questão do parto e nascimento e o feminismo. Participaram representantes de vários movimentos: Frente Feminista do Movimento Tarifa Zero, Bloco das Pretas, Coletivo Feminista Alzira Reis, DENEM, Coletivo MOOCA (Movimento classista de combate a opressão LGB e Trans*).

A partir de histórias e vivências pessoais, reconstruindo a trajetória de cada um e sua participação em movimentos sociais e feministas, o debate percorreu caminhos variados. Desde a história do movimento feminista, a história do movimento pela humanização do parto e nascimento, as políticas públicas dirigidas à saúde integral da mulher, direitos sexuais e reprodutivos, movimentos pelos direitos LGBTT, e a polêmica Rede Cegonha, criticada por alguns setores do movimento.

A começar pelo nome, que desloca o protagonismo da mulher no momento do parto para um animal nada brasileiro. A crítica ainda aponta que este se tornou um dos principais programas do governo Dilma reduzindo a mulher à maternidade tirando o foco de questões fundamentais para a saúde sexual e reprodutiva, como o aborto.

Ponderou-se sobre o contexto político atual polarizado e as restrições colocadas por grupos radicais que impossibilitam o debate ampliado na sociedade, limitando as ações das políticas públicas. E, de outro lado, a importância de investimentos na atenção ao parto, historicamente negligenciados, que demanda reforma nas maternidades que não permitem a privacidade e conforto para a mulher no parto, até o treinamento e formação dos profissionais nas universidades para a mudança do modelo de atenção e incorporação das práticas baseadas em evidências.

Por outro lado, foi ressaltado uma mudança nos movimentos feministas atuais, que anteriormente tendiam a rechaçar papéis que eram atribuídos e impostos socialmente às mulheres, como a maternidade. Hoje, alguns movimentos passaram a incluir esses temas na sua pauta, desde que respeitadas a autonomia e escolhas da mulher. Assim, o feminismo tem integrado também o movimento pelo parto humanizado.

Foram levantados, também, temas controversos que retratam conflitos atuais nos movimentos sociais: O movimento pelo parto humanizado é um movimento feminista? As mulheres que lutam por um parto humanizado são feministas? Há contradição entre maternidade e feminismo? E, você o que acha?

Acompanhe: em breve, mais posts sobre esse assunto!

Veja fotos da roda!

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